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21/04/2025

Como virar atirador esportivo no Brasil: tudo o que você precisa saber

Ingressar no tiro esportivo no Brasil é mais do que uma decisão técnica: é o início de um percurso que exige preparo, disciplina e respeito às normas legais. A prática tem ganhado força no país, reunindo pessoas interessadas não apenas na precisão do disparo, mas no desafio de aperfeiçoar corpo e mente por meio da concentração e do autocontrole.

O primeiro passo para quem deseja se tornar um atirador esportivo é solicitar o Certificado de Registro (CR), emitido pelo Exército Brasileiro, que autoriza a compra e o uso de armas de fogo com finalidade esportiva. Esse documento é concedido exclusivamente a maiores de 18 anos, sem antecedentes criminais e que apresentem laudos de aptidão psicológica e técnica emitidos por profissionais credenciados. Outro requisito indispensável é a vinculação a um clube de tiro, o qual deverá emitir um atestado comprovando a prática da atividade por parte do requerente.

Uma vez com o CR aprovado, o praticante poderá solicitar a autorização para compra de armas, desde que tenha completado 25 anos de idade. Cada arma precisa ser adquirida com autorização individual e, depois, apostilada no CR para que seu uso seja regularizado. Tanto o CR quanto o CRAF (Certificado de Registro de Arma de Fogo), segundo o Decreto nº 11.615/2023, agora possuem validade de apenas três anos, o que torna a atenção às datas de renovação uma parte essencial da jornada do atirador.

Outro documento essencial é a guia de trânsito, obrigatória para o transporte das armas entre a residência, o clube de tiro e os locais de competição. Essa guia é emitida também pelo Exército e possui validade de um ano para treinamentos regulares e 30 dias no caso de competições específicas, sendo necessário renová-la conforme sua vigência.

Além das obrigações documentais, o avanço no esporte está atrelado ao cumprimento dos critérios de habitualidade, ou seja, à frequência com que o atirador participa de atividades reconhecidas pelo sistema. O Exército Brasileiro estabelece quatro níveis de progressão dentro da categoria de atirador, cada um com suas exigências e benefícios próprios. O nível 1 é destinado aos iniciantes, que devem participar de oito eventos anuais e podem ter até quatro armas de uso permitido. O nível 2 exige doze treinamentos e quatro competições por ano, liberando até oito armas de calibre permitido. Já o nível 3 requer maior dedicação, com vinte treinamentos e seis competições anuais, permitindo a posse de até dezesseis armas, incluindo quatro de uso restrito.

Por fim, há o nível de Atirador de Alto Rendimento, voltado aos atletas que mantêm presença ativa em campeonatos nacionais e são filiados a ligas ou confederações esportivas reconhecidas. Esse nível permite o uso de até oito armas de calibre restrito, além de vantagens como aumento na cota de munições e acesso facilitado às guias de tráfego.

Para quem está dando os primeiros passos, é fundamental buscar orientação técnica de um clube confiável, onde se possa aprender desde o manuseio até os trâmites legais. Investir em armas adequadas ao perfil e acessórios de qualidade contribui significativamente para o desempenho e a segurança nos treinos. Praticar com regularidade não apenas aprimora as habilidades, mas também garante que o atirador se mantenha em conformidade com os critérios de habitualidade.

A loja AC Sports, de Fortaleza (CE), conclui que se tornar atirador esportivo é um caminho que exige comprometimento com regras e rotinas, mas que recompensa com uma experiência rica em aprendizado técnico, controle emocional e superação pessoal. Ao cumprir todas as etapas com seriedade, o praticante pode avançar de forma segura e estruturada, explorando todo o potencial de uma modalidade que cresce e se consolida no cenário esportivo nacional.

Para saber mais sobre a categoria de atirador esportivo, acesse: 

https://g1.globo.com/politica/noticia/2023/07/21/governo-divulga-decreto-que-restringe-o-acesso-de-civis-a-armas-e-municoes-veja-novas-regras.ghtml

https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/cacs-como-era-e-como-ficou-apos-decreto-do-governo-lula-com-restricoes-as-armas/